Transformação que vivemos e não vemos

Quando era criança e vi pela primeira vez um casulo de borboleta, não entendi bem o que era. Confesse, você também não faria ideia do que seria, com pouca idade. Tão logo tive dúvidas, fui procurar saber do que se tratava aquele objeto da natureza que me trouxe tamanha curiosidade, junto de pessoas mais velhas e livros (naquela época, ainda se pesquisava coisas como essas neles).
Para meu espanto, descobri que aquilo grudado no galho de um arbusto, era um casulo de borboleta e que se tratava do meio de uma jornada, que era iniciada na primeira fase da vida de uma lagarta. Ficava mais intrigado e ainda mais ansioso, quando eu percebi que os dias estavam passando e sempre que retornava por aquela pequena arvorezinha, olhava dentro da copa e o mesmo casulo ainda estava por lá. Mais alguns dias, não sei ao certo
quantos, mas para mim, aquele curto espaço de uma semana, parecia anos, até uma vida inteira, me levando à beira de um colapso de ansiedade, por não ver o desfecho daquela história.
Para minha tristeza pueril, quando fui ver novamente, o casulo estava todo esgarçado e aberto, e não havia nenhuma borboleta próxima àquele galho. Segui frustrado para casa, sem presenciar a tão esperada transformação que descobri na minha pesquisa e que eu havia me dedicado há dias, sem sucesso.
Queria ter visto o momento em que o inseto, com toda a sua mínima força, mas muito eficiente e suficiente para esse extraordinário momento da transformação da sua vida. Ele que por dias se preparou, para romper o casulo, estender suas espetaculares asas e alçar seu primeiro voo, sem lembrar dos momentos enclausurados dentro de seu próprio mundo.

Depois de alguns anos, conversando com o pai de um grande amigo meu, comentei com ele a experiência frustrada, que tive no passado e ele fez uma analogia com nossas próprias vidas, dizendo: “Durante toda a nossa vida, somos submetidos às mutações constantes, na maioria das vezes, bem sofridas e, como no seu caso da pesquisa da borboleta, não conseguimos enxergar essas transformações. Mas sempre saímos melhores, quando entramos na fase da dificuldade”. Percebi que fazia muito sentido tudo aquilo e que se eu quisesse melhorar em todas as áreas da minha vida, teria que estar disposto a enfrentar as “pedras no caminho”, como alavancas que me impulsionassem para frente.

Hoje, vejo como isso se faz presente e consistente na minha vida. Quando faço análises das etapas de minha existência, constato que sempre posso observar melhoras, ou ao atingir algum objetivo, tive que transpor algum obstáculo.

Faço um convite, para você que é meu contemporâneo, faça dos momentos difíceis, como esse que estamos vivendo, a transformação da sua vida. Seja ela em seus negócios, nos seus relacionamentos e principalmente, enxergue que o está por vir, será muito melhor do que já foi um dia.

Até o próximo post!

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Post Author: Alexandre Leles

Master Coach certificado pela Sociedade Internacional do Mindset, Especialista em Emagrecimento Definitivo e Programação Neurolinguística (PNL) aplicada ao Coaching, tem a missão ajudar pessoas a alcançarem seus objetivos. Gestor empresarial atuando há mais de 20 anos, levando empresas e seus colaboradores a terem um melhor relacionamento e assim, aumentar significativamente sua produtividade. Presidente da agência Mind7 Metamorfose, auxiliando pessoas a atingirem seus objetivos no mercado digital.

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