Âncoras da PNL

Na PNL, uma âncora é o uso de um estímulo externo, seja ele um som, uma imagem, um toque, um cheiro ou um sabor, que dispara uma resposta, em si ou em outra pessoa. Desta forma, as âncoras nos permitem acessar estados emocionais por meio destes estímulos, o que acontece através de associações.

Quando algo está ancorado, reagimos sem pensar, e isso pode ser benéfico ou doloroso. Você consegue pensar em alguém que faz com que você se encolha sempre que o vê? Tal qual visitar seus pais e se sentir como criança? Nesses casos, essas respostas automáticas estão ancoradas, e quando usamos as âncoras da PNL, fazemos ou quebramos essas associações deliberadamente. 

Para entendermos melhor, precisamos observar primeiro a teoria do termo “condicionamento clássico”, de Ivan Pavlov, premiado com o Prêmio Nobel por sua pesquisa fisiológica, que culminou na mudança da compreensão dos processos psicológicos que acontecem tanto em animais quanto em seres humanos.

Pavlov estudava a resposta reflexiva das glândulas salivares à presença de comida na boca dos cães. Para isso ele implantou cirurgicamente tubos nas bochechas dos cães, fazendo com que a saliva pudesse ser drenada e medida com precisão quando pequenas quantidades de alimento eram colocadas na boca dos cães.

Pavlov notou, no entanto, que os cães que estavam no experimento há alguns dias começaram a salivar quando o atendente entrava na sala com o prato de comida, antes mesmo que a comida fosse colocada em suas bocas. As visões (e provavelmente os sons) do atendente provocavam uma resposta que antes somente a comida provocava.

Um cão que saliva quando vê um atendente pode não ter parecido um grande passo para a ciência à primeira vista. Mas Pavlov sabia que ele havia testemunhado uma forma de aprendizado que não se baseava em nada mais que a associação repetida de dois estímulos. 

Para entender o condicionamento clássico, é melhor descrever as experiências de Pavlov.

Depois disso, Pavlov experimentou associar o toque prévio de um sino à oferta da comida aos cães e a resposta de salivação, depois de algum tempo, foi idêntica mesmo quando o único estímulo era apenas tocar o sino. Ou seja, depois de 21 dias, a resposta da salivação se tornou condicionada.

Essa descoberta levou Pavlov a outros 30 anos de estudo em torno do conceito de respostas condicionadas e aprendizado. Durante este período, Pavlov identificou cinco processos principais de condicionamento, sendo eles: 

1. A aquisição é a etapa inicial de aprendizagem. Neste caso, é quando uma resposta se estabelece pela primeira vez e então se fortalece gradualmente.

2. A extinção ocorre quando a aparição de uma resposta condicionada diminui ou desaparece. Às vezes, no entanto, uma resposta aprendida pode ressurgir repentinamente inclusive depois de um período de extinção.

3. A recuperação espontânea é a reaparição da resposta condicionada depois de um período de descanso ou um período de resposta diminuída. Se o estímulo condicionado e o estímulo não condicionado já não estão mais associados, a extinção ocorrerá muito rapidamente, depois de uma recuperação espontânea.

4. A generalização do estímulo é a tendência do estímulo condicionado a evocar respostas similares, depois da resposta já ter sido condicionada. No famoso experimento do Pequeno Albert, de John B. Watson, uma criança pequena estava condicionada a ter medo de um coelho branco. A criança demonstrou uma generalização do estímulo ao ter, como resposta, medo de outros objetos brancos peludos, incluindo bichinhos de pelúcia e o próprio cabelo de Watson.

5. E a discriminação é a habilidade de diferenciar entre estímulos similares (o cão aprende a diferença entre o sino e a campainha).

O condicionamento clássico tornou-se uma importante ferramenta nas formulações teóricas de behavioristas posteriores. Isso lhes permitiu explicar o comportamento sem ter que considerar a consciência.

Quando criamos âncoras na PNL, nós simplesmente estamos condicionando o nosso cérebro a entrar em um estado determinado e desejado por meio de algum estímulo, que pode ser externo ou derivado da própria pessoa, como construção de imagens mentais, gestos específicos, frases ditas em determinadas tonalidades etc.

Podemos criar uma âncora positiva associando a visualização da água azul a um estado emocional, seja de prosperidade, sucesso, saúde ou paz interior.

Por outro lado, um caso clássico como o da compulsão alimentar, por exemplo, pode estar associado a algum evento traumático, onde em dado momento a comida gerou uma resposta condicionada a um estado emocional de conforto. Saiba que quase todos os seus comportamentos estão associados a um estado emocional e que podemos, por meio do Coaching, descobrir e condicionar o seu cérebro a gerar âncoras positivas e dissociar âncoras negativas que, porventura, possam estar atrapalhando seu progresso.

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Vanessa Freire

Mestre em Ciência da Motricidade Humana, personal Trainer e terapeuta holística, Vanessa Freire é Coach pela Sociedade Internacional do Mindset e especialista em neurociência, na qual desenvolve estudos sobre a conexão entre corpo e mente no intuito de ajudar as pessoas no caminho do autoconhecimento, da autoestima e de atrair para si os melhores resultados em todos os aspectos da vida.

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Post Author: Vanessa Freire

Mestre em Ciência da Motricidade Humana, personal Trainer e terapeuta holística, Vanessa Freire é Coach pela Sociedade Internacional do Mindset e especialista em neurociência, na qual desenvolve estudos sobre a conexão entre corpo e mente no intuito de ajudar as pessoas no caminho do autoconhecimento, da autoestima e de atrair para si os melhores resultados em todos os aspectos da vida.

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