Felicidade não existe?

Ao longo dos anos sempre quis escrever sobre a felicidade. Porém, sem saber muito bem como abordar o tema, mesmo como externá-lo. Até que há pouco tempo, em um de vários grupos do qual faço parte, vejo uma pessoa debatendo com os colegas sobre a FELICIDADE e como conclusão ela nos disse que “A FELICIDADE NÃO EXISTE”.

Foi nesse momento que achei meu ponto de partida, foi diante de uma conclusão em meio à dor que essa pessoa sentia, que resolvi tentar compreender o real sentido dessa expressão. Desse sentimento que, a uma primeira olhada, parece tão simples e em meio à uma controvérsia não dá para afirmar ou negar sua existência.

Se ela não existe, por qual motivo passamos a vida procurando por ela? Como é possível tentarmos alcançar incessantemente algo que não está em lugar nenhum. Logo podemos deduzir que ela existe? E se ela existe, como há pessoas que afirmam que não e como essas mesmas pessoas passam a sua vida sem ao menos o gostinho de sua companhia? Outra pergunta que me faço: se ela realmente existe, eu sou feliz?

Com tantas perguntas pude ver que a felicidade é uma apreciação, uma ideia que acompanha a humanidade desde seus primórdios e sempre fez parte de sua história. Sendo assim, é possível ver que ao longo dos anos grandes filósofos e estudiosos tentaram definir a felicidade.

Segundo o filosofo grego Tales de Mileto (7 – 6 a.C.), felicidade diz respeito a “quem tem corpo são e forte, boa sorte e alma bem formada”. Sendo que para os gregos, a felicidade dependia muito da “boa sorte”. Já Sócrates (aprox. 460 – 370 a.C.) e Platão (427 – 347 a.C.) acreditavam que a felicidade seria ter uma “alma virtuosa e justa”. Porém, para Platão a virtude advinha da ética. Aristóteles (384 – 322 a.C.) dedicou todo um livro à questão da felicidade, chamado “Ética a Nicômaco” e achava que além da alma virtuosa e justa havia a necessidade de se ter boa saúde, liberdade e uma boa situação sócio econômica para alguém ser feliz.

Ao longo dos anos, os filósofos John Locke (1632 – 1704) e Leibniz (1646 – 1716) dedicaram estudos ao tema. Immanuel Kant (1724 – 1804) criou a obra “Crítica da Razão Prática”, Bertrand Russell (1872/1970) escreveu “A Conquista da Felicidade” e o filósofo espanhol Julián Marías (1989), “A Felicidade Humana”. Todos tentaram definir a felicidade e o que ela deve significar para cada um.

Porém, seu conceito é muito amplo e relativo. Normalmente, sempre nos esquecemos do fator “X”. Pois, o mais importante é o próprio ser humano, que é único e por isso mesmo, cada um que ousar parar para pensar no que a felicidade representa para si, apresentará uma resposta própria, pois ela é algo pessoal e intransferível.

Para muitos de nós, a felicidade é o combustível da vida, sua procura é a motivação e disposição para ir à busca de objetivos. É o que nos instiga para querermos sempre mais e mais. O que nos leva a pensar que a felicidade se aproveita de vários motivos diferentes, com escalas diferentes, de prioridades para cada um de nós. Estando sujeito sempre àquilo que cada pessoa prioriza ou sonha na sua vida. Pois, para alguns a felicidade pode estar num bom relacionamento, no emprego dos sonhos, na conquista de bens materiais, tais como o carro dos seus sonhos, a casa ou mesmo na vitória do seu time favorito.

Muitas vezes romantizamos tanto a felicidade que esperamos que ela simplesmente apareça e resolva nossa vida, nossas dores, nossos traumas e nossas frustrações, num passe de mágica. Quando ela não chega, é nesse momento que nos frustramos e desacreditamos. Assim, dizemos: “A FELICIDADE NÃO EXISTE”. Mesmo nessa frase há aquela ponta de esperança para seu interlocutor, uma vez que o nosso cérebro não consegue reconhecer a palavra não.

Ou seja, somos capazes de tudo, é só nos permitir ser; ser feliz é uma atitude constante, permanente, mesmo no meio de grandes dificuldades. E para você o que é a felicidade?

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Tatiana Perez

Coach certificada pela Sociedade Internacional do Mindset, Especialista em Emagrecimento Definitivo e Programação Neurolinguística (PNL) aplicada ao Coaching,

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