A MÚSICA, AS EMOÇÕES E O CÉREBRO

Como sabemos, os seres humanos também são feitos de emoções, sentimentos, prazeres e sensações. Ao seu redor estão seres que coabitam o planeta e que recebem os estímulos sonoros, sejam harmônicos ou dissociados, e interpretam e produzem uma resposta.

Como coaches e profissionais de vários segmentos, podemos incorporar como ferramentas a música e os sons, sejam eles de qualquer estilo ou construção na escala musical.

Amo qualquer expressão da Arte que produza boa música. Como sou músico e baterista, aprecio o Rock And Roll e entendo a percussão como sendo a forma mais primitiva conhecida pelo homem de produzir efeitos sonoros. As respostas neuronais são infinitas e podem ser exploradas como meio de inclusão social, além de ser uma poderosa ferramenta na condução de trabalhos, sejam eles da PNL (Programação Neurolinguística), no coaching ou trabalho mental.
Neste espaço, buscaremos mostrar a cada publicação a correlação entre temperamento, música, adrenalina e representações, revelando a plenitude que podemos alcançar ao entregarmos nosso trabalho ao coachee.

TUDO COMEÇA NO CÉREBRO
A música pode ser pensada como um tipo de ilusão perceptiva e é decodificada mais ou menos da mesma maneira que uma colagem de imagens: o nosso cérebro estrutura e ordena a sequência de sons – assim como faz com figuras de uma colagem -e cria um sistema de significados inteiramente particular e inédito.
Já a apreciação da música em si está ligada à capacidade de prever o que ocorrerá a seguir na canção. Isso acontece por meio da sincronia entre os osciladores neurais e o pulso da melodia, que ativam o cerebelo – região do cérebro responsável pela manutenção do equilíbrio corporal.

Para que o nosso cérebro considere uma música interessante, ela precisa envolver algum nível de surpresa ou, do contrário, ela se torna emocionalmente vazia. Compositores especializados manipulam a emoção dentro de uma canção, sabendo quais são as expectativas do seu público e controlando quando essas expectativas serão – ou não – atendidas. É o sucesso dessa manipulação que provoca os arrepios causados por músicas marcantes.

Ao ouvirmos música, acontece uma espécie de ‘ilusão cerebral’ que estrutura e ordena os sons na nossa cabeça.

AS EMOÇÕES
Como nosso cérebro sabe por meio das experiências que a música não é ameaçadora, as variações sonoras – volume, afinação, interrupções – são identificadas pelos lobos frontais como uma fonte de prazer, não de perigo. E, quando a expectativa gerada pela antecipação do que virá a seguir na música é finalmente alcançada, há uma sensação de recompensa.
Mais do que qualquer outro estímulo, a música tem a capacidade de evocar imagens e sentimentos que não precisam necessariamente ser refletidos diretamente na memória. Isso quer dizer que você não precisa ter sofrido uma desilusão amorosa para se sentir triste ao ouvir uma canção sobre coração partido. Mesmo sem nunca ter passado por essa situação, seu corpo reage e responde àquela onda sonora.

E VARIA DE PESSOA PARA PESSOA
Segundo Daniel Levitin, compositor, neurocientista e professor da Universidade de McGuill, no Canadá, a conexão entre emoções, memórias e sentidos é aparentemente variável entre os indivíduos – o que pode explicar os diferentes gostos musicais de ouvintes e as diversas habilidades de composição dos artistas.

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Bernardino Santi

Coach formado pela Sociedade Internacional do Mindset, Membro Titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia); Membro Titular da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte); Professor Titular de Anatomia e Fisiologia da Faculdade de Educação Física de Guarulhos; Coordenador Médico da Confederação Brasileira de Boxe e Taekwondo; DCO FIFA (Copa Libertadores,Eliminatórias e Copa Do mundo); Seleção Brasileira de Boxe no Campeonato Mundial – China ,Chicago e Milão; Seleção Brasileira de Sabre no Torneio Internacional de Beazley- 2013- Londres; Seleção Brasileira de esgrima no Campeonato Mundial de Kazan-2014; Gerente Medico nos jogos olímpicos de 2016 –Rio de Janeiro; Medico nas olimpíadas de Sidney,Atenas,Pequim,Londres e Rio De janeiro.

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