Quando acordei para a vida

Eu tinha uma viagem para fazer, estava tudo preparado, e lá estava eu indo para o aeroporto em plena madrugada. Não era uma viagem de férias, eu precisava ir. E assim que minha carona chegou, saímos. Foi só o tempo de chegar na rua principal e começou a cair uma chuva torrencial. Minha carona tinha uma moto. Foi tanta chuva, que cheguei no aeroporto com minhas roupas completamente encharcadas, meus pés molhados dentro do tênis e não havia nada seco na minha mochila. Como entrar no avião desse jeito? Fui ao banheiro e dei aquela espremida nas roupas. Só esqueci que lá dentro tinha ar condicionado e acabei passando duas horas e meia tremendo de frio por causa das roupas molhadas. Isso até me distraiu do desconforto que sinto ao viajar de avião. Quando finalmente o avião pousou, saí da parte do desembarque e meu único par de tênis se abriu como se fosse um sanduíche de pé. Sim, com tanta água ele se descolou completamente e sem outra alternativa, o joguei fora. Ali mesmo no aeroporto. Tirei meu chinelo da mochila e foi quando nesse momento tive uma crise de choro. Esse é o ponto.

Deixa eu falar sobre essa crise de choro. Foi por causa da chuva? Não. Foi por causa do tênis? Não,  já tinha resolvido essa questão quando coloquei o chinelo. Então, qual foi o motivo que me fez estar, em pleno aeroporto, chorando feito uma criança? Ainda não tinha me dado conta, mas já sabia o motivo. E aquela situação foi só a gota d’água.

O motivo do choro foi por como eu me sentia como pessoa. Estava sem propósito, sem vontade para nada, apenas passando pela vida. E só parei de chorar quando ouvi uma voz dentro de mim que disse: “calma”. Era uma voz conhecida, que já ouvi antes e quando atendi essa voz, o choro parou. Alguns chamam essa voz de Deus, Criador, Universo, intuição, cada um tem sua maneira de entender, só sei que foi um bálsamo para mim.  Aquela voz me acalmou o coração e segui em frente. A viagem transcorreu sem problemas, resolvi tudo que precisava e voltei para casa. Quando cheguei em casa fiquei pensando naquilo, e um desejo de mudar ficou cada dia mais forte.

Eu tinha que mudar minha vida, fazer algo que fizesse sentido para mim. Então, comecei a buscar na internet algo que me ajudasse a sair daquela vida.

Passar por um processo de transformação pessoal é extraordinário! E até você saber que tem que fazer algo diferente e saber o que buscar, pode demorar muito tempo. Hoje a tecnologia está ao nosso alcance, a centímetros de distância. Nós temos acesso a milhares de pessoas que estão dizendo exatamente o que temos que ouvir para dar esse primeiro passo em direção à essa transformação. Quando a gente chega à pergunta: “O que estou fazendo da minha vida?”, é sinal que tem algo gritando dentro de você. Só temos que parar e ouvir. Desacelerar dessa vida corrida. Claro que é mais cômodo ficar na nossa zona de conforto com receio do novo, mas tudo tem que começar pelo primeiro passo. Primeiro, tive que preparar o “terreno”, para somente então, jogar as novas sementes. E como se prepara o terreno? Aprendendo a se conhecer, sabendo quem realmente você é,  analisando todas as crenças,  principalmente as que nos limitam, limpando os sentimentos negativos, perdoando sempre, especialmente quem mais nos magoou e por fim, agradecendo por tudo. Segundo, temos que ter calma e aproveitar a jornada dessa transformação rumo à nossa melhor versão, fazendo dar certo até dar certo, porque pode acontecer de demorar até alcançarmos nossos objetivos. Às vezes, as coisas sairão diferentes do planejado, e tudo bem. Porém, desistir é aceitar o fracasso. Se não der certo, aprendemos com o erro e fazemos novos planejamentos, buscando novos conhecimentos. E vamos apreciar esse presente chamado vida! Tendo sempre um sorriso no rosto.

Post Author: Juliana Souza

Coach pela Sociedade Internacional do Mindset, Servidora Pública na área da educação, tem uma intensa relação com Deus, Brasiliense de nascença e Belo Horizontina de coração, amante dos animais, gosta de ler e aprender sobre tudo, ama música e viajar. Descobriu nas plantas e na cozinha uma grande paixão. Ama estudar o comportamento humano.

1 thought on “Quando acordei para a vida

    Lucimara

    (2 de setembro de 2020 - 12:49 am)

    Parabéns Juliana

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