A descoberta do prazer pela mulher

Os tabus

“Fecha essa perna, menina!” “Senta que nem mocinha, assim tá feio!” “Tira a mão daí!”.

Que menina nunca ouviu uma frase dessas, quando criança? São comportamentos repetidos através dos anos que têm relação direta com o modo com o qual as mulheres acabam interagindo com sua própria sexualidade.

Por maior que seja o caminho galgado pela sexualidade feminina, principalmente nos últimos 10 anos, ainda existem questões muito complexas de serem encaradas diante de uma sociedade patriarcal. Ainda mais no que diz respeito a vivermos nossa vida sexual da forma como nos apetece.

orgasmo feminino, por exemplo, pode ser considerado um grande tabu quando o assunto é sexo. Estudos em Sexualidade da USP revelam que 36% das mulheres brasileiras nunca tiveram um orgasmo, enquanto para os homens o percentual é dez vezes menor: entre 2% e 3%. Um dos principais motivos que dificultam a mulher a ter uma vida sexual satisfatória e atingir o orgasmo, muitas vezes, é a falta de conhecimento do próprio corpo.

A descoberta do próprio prazer

Durante séculos, a sexualidade das mulheres foi somente relacionada à função reprodutiva. O prazer feminino era extremamente reprimido, considerado pecado ou mesmo tratado como histeria.

Hoje, muito por conta do resgate da temática feminista (principalmente entre as novas gerações de mulheres), a busca por informações está favorecendo que o tema seja tratado não só como um tema normal – como de fato é – mas com a importância que merece. Sexualidade é autoconhecimento e autoconhecimento é saúde.

É preciso saber que o orgasmo feminino se dá principalmente pelo estímulo do clitóris, mas não é o único jeito. É necessário desconstruir a cobrança pelo orgasmo por penetração, mais uma herança da sociedade patriarcal e do consumo desenfreado de pornografia, que mostra um ideal de relação sexual que simplesmente não existe, bagunçando os neurotransmissores e confundindo os estímulos dados ao nosso corpo.

As fases do ciclo sexual

O ciclo sexual é composto de três fases: desejo, excitação e orgasmo. Este ciclo funciona de acordo com o estímulo sexual que vai gerar o que chamamos de tesão. Cada mulher sente o sexo de maneira diferente. E como descobrir? Masturbação é a resposta.

A pele é o maior órgão do corpo humano e há inúmeras maneiras de estimulá-la. O fator mais importante para atingir o orgasmo é saber o que te proporciona mais prazer – e isso você só vai conseguir testando.

Autoconhecimento é tudo

Além de buscar conhecimento sobre seu próprio corpo externamente, é preciso saber o que nos compõe por dentro. A maioria das mulheres chega mais facilmente ao orgasmo pela estimulação externa do clitóris. Porém, muitas não sabem que o clitóris é um órgão que tem o tamanho médio de 9 a 11 cm, destinado única e exclusivamente ao prazer, e se estende para dentro da vagina, possuindo 8 mil terminações nervosas. Ao ser estimulado, ele se enche de sangue e incha, deixando sua parte interna muito sensível – é aqui o famoso ponto G.

Se toca!

É por meio dessas descobertas internas e externas que conseguimos encontrar meios para atingir o orgasmo. O corpo todo precisa ser explorado, tanto individualmente quanto com seu parceiro ou parceira. Confiança e entrega são essenciais para impedir que os julgamentos dificultem seus momentos de prazer. Se você é uma das mulheres que têm dificuldades em atingir o orgasmo, converse com seu parceiro ou parceira. Já pensou em fazer uma avaliação com especialista em sexualidade? Descartada a possibilidade de alguma doença ou distúrbio hormonal, um profissional da área pode te auxiliar, oferecendo dicas para que você tenha uma vida sexual satisfatória e feliz.

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Célia Costa

Empresária, Publicitária, Psicóloga, Administradora Especialista em Finanças, Controladoria e Auditoria em Gestão Empresarial. Master Coach e Coordenadora Acadêmica da Sociedade Internacional do Mindset. Apaixonada pela psicologia, PNL e hipnose, atua com a finalidade de desenvolvimento do poder pessoal e promoção do autoconhecimento, agente de transformação humana, ajuda pessoas a se desenvolverem e aprimorarem suas habilidades para conquista de realização pessoal e profissional.

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Post Author: Célia Costa

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